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quinta-feira, 9 de junho de 2011

RIO DE MOURO


Pequeno filme sobre o Colégio dos Plátanos, situado na Av. dos Plátanos, Rinchoa 
(antigo Casino, projectado por Leal da Câmara)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Avenida dos Plátanos

Em 1944, quando do congresso de "Mem-Martins e Rinchoa-Mercês" foi aprovada uma recomendação para que fosse dado às suas ruas " nomes de árvores e flores".
Esta resolução do congresso tem sido respeitada até hoje e a Rinchoa é talvez o único sítio de Portugal onde não se atribuem nomes de pessoas nem de datas à toponímia das ruas.

A Avenida dos Plátanos tem plantada nas suas bermas trinta e três árvores daquela espécie e não foi por acaso porque há espaço suficiente para mais....

Num dos topos da Avenida dos Plátanos fica a Avenida dos Carvalhos, no outro a das Acácias e no meio - formando a mais longa Avenida da urbe -  a dos Choupos.

A sobreira secular da Rinchoa


   A sobreira da Rinchoa, pelo seu porte e idade, deveria ser reconhecida por todos. Esta árvore  tem cerca de 200 anos e está localizada na Calçada da Rinchoa.


   Os rinchoenses merecem que seja preservada e protegida a sua secular sobreira porque é uma das poucas memórias que restam do coberto florestal outrora existente no sítio.

O Colégio dos Plátanos

      O Colégio dos Plátanos iniciou a sua actividade em 1983 no edifício do antigo casino da Rinchoa.
   A história do casino da Rinchoa é por muitos desconhecida. Para além da importância arquitectónica (desenhado por Leal da Câmara), o seu antigo papel cultural e recreativo foi por demais importante. O casino da Rinchoa era parte integrante de um projecto de Leal da Câmara e sócios que, ao comprarem em 1940 a Quinta Grande, pretendiam transformá-la numa “Cidade jardim”.
  Desta cidade constariam várias vivendas destinadas essencialmente a residências de Verão. Às ruas atribuíram-se nomes de flores e árvores, como sejam a Avenida dos Plátanos, onde se encontra situado o antigo casino Colégio dos Plátanos. O principal objectivo do Casino era o convívio entre os moradores.
   A inviabilização do sonho de Leal da Câmara levou a que em 1945, o casino fosse vendido a uma empresa cinematográfica, passando na altura a ser denominado Cine-Casino da Rinchoa. Após um período de alguma indefinição, o edifício é alugado em 1969 a uma sociedade tipográfica – a Sotipoluso. Em 1974 o espaço é novamente alugado, desta feita para passar a ser uma fábrica de sapatos. Finalmente, a 3 de Outubro de 1983, é vendido a Rui Curica, tornando-se o que é hoje: o COLÉGIO DOS PLÁTANOS.


A Mocidade Portuguesa na Rinchoa


A Mocidade Portuguesa Feminina (MPF) foi uma organização instituída na vigência do regime salazarista - o chamado "Estado Novo" (1926-1974).
O seu objectivo era educar as jovens das classes dirigentes para serem boas donas de casa, esposas carinhosas e católicas devotas amigas dos pobrezinhos.


A M.P.F. assumia-se como sendo para jovens "nacionalistas" e da classe dirigente. Promovia diversas acções, uma das quais era a edificação de "nichos" com a imagem de Nossa Senhora normalmente colocados no cruzamentos dos caminhos - designados "alminhas e cruzeiros".

A M.P.F. cultivava um tradicionalismo de índole ruralista presente em toda a ideologia do regime. As suas filiadas consideravam-se "Donzelas de Nossa Senhora".

Património da Rinchoa

Refeitório da escola primária nº 1 da Rinchoa
   O historial do edifício remonta, de certo modo, aos idos de 1919. Ao que se supõe, primeiramente terá existido um desenho da autoria do Arquitecto Jorge Segurado, com destino a ser construído nas proximidades de Richebourg L’Avoué.  
   Frequentaram o estabelecimento várias centenas de crianças de ambos os sexos, e de todos os escalões sociais, provenientes de diversos lugares das redondezas.

   Em 1990, e na sequência da construção de um novo edifício para alojar a Escola Básica N.º 1 da Rinchôa, o antigo estabelecimento foi desactivado e o seu equipamento transferido, na totalidade, para o novo espaço, como atestam alguns documentos municipais.
   Através da intervenção de Mestre Leal da Câmara, foi essa mesma planta arquitectónica reabilitada e adaptada a Escola, a qual veio, efectivamente, a erigir-se, tendo funcionado como tal durante mais de cinco décadas (de 1939-1940 a 1990).