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sexta-feira, 25 de março de 2011

Exposição MappaMundi no Museu Berardo


3. Contestar
Um instrumento de contrapoder e de combate
Os mapas tornaram-se tardiamente instrumentos de contrapoder ao serviço de opositores e de dominados. Ao dar a ver o invisível, ao refutar as versões oficiais, os silêncios e a censura, a cartografia torna-se contra-cartografia, radical cartography, arma para sensibilizar a opinião pública, para denunciar, para preparar a acção colectiva.

Exposição MappaMundi no Museu Berardo


1. Descodificar
Um sistema de signos concebido para ser descodificado
Foram necessários séculos para se colocar o Norte no cimo dos mapas, para se impor a noção de escala, para se escolher um meridiano de referência, para se representar a linha do Equador... Aqui, os artistas «desmancham», de alguma forma, as regras elaboradas por engenheiros, geógrafos e geómetras. Mapas-mundo decompostos, mapas que revelam palavras escondidas, leituras tipográficas ou jogos de escala: outras tantas maneiras de interrogar e deslocar estes códigos tácitos.

Visita ao Museu Berardo




Museu Colecção Berardo
O Museu Colecção Berardo, no CCB em Lisboa, exibe uma vasta colecção de obras de arte pertencentes a Joe Berardo, a par de outras exposições de elevado interesse, que são gratuitas em regime de visita livre.

É o caso da exposição da mostra Tinta nos Nervos – Exposição Banda Desenhada Portuguesa, que reúne 600 trabalhos, de 41 artistas de diferentes gerações, formações e estilos, expostas por ordem aleatória, comissariada por Pedro Vieira de Moura e que contou com a colaboração de alguns dos artistas em exibição.
A exposição aposta em autores modernos e contemporâneos, com duas excepções históricas, Rafael Bordalo Pinheiro  (o criador do Zé Povinho) e Carlos Botelho (o pintor de Lisboa por excelência e autor dos Ecos da Semana) que deram à Banda  Desenhada uma nova dimensão a nível nacional,  alargando o seu papel para além de entretém infanto-juvenil.

Outra exposição, que iremos visitar brevemente, intitula-se Mappamundi e é apresentada do seguinte modo:
"A história da cartografia moderna nasce em Lisboa, é um lugar maior em torno das grandes descobertas, da própria época dos Descobrimentos. Muitos grandes cartógrafos, do início do século XVI, são portugueses".
Para introduzir a exposição, existem dois mapas criados por portugueses: A carta do Atlântico Norte datada de 1550, criada por Lopo Homem, e que foi cedida pela Biblioteca Nacional, e a Carta do Atlântico Norte, de 1778, de José Monteiro Salazar, cedida pelo Museu Etnográfico da Sociedade de Geografia de Lisboa.
Estes dois emblemáticos mapas abrem a exposição para que "os artistas e os visitantes recordem que são os herdeiros deste passado".
"Mappamundi" inaugurou dia 31 de Janeiro e vai estar patente no Museu Colecção Berardo até 25 de Abril de 2011.
http://www.vivaagenda.com/evento/2290/MAPPA+MUNDI

Exposição MappaMundi no Museu Berardo


A exposição intitulada Mappamundi reúne artistas que, nos últimos 40 anos, trabalharam o mapa e interrogaram a representação cartográfica para melhor nos tocarem ou nos provocarem. Mapas para serem lidos ou para serem vistos? Espelho tranquilo ou distorção do mundo? Descrição, evocação, contestação? Longede exprimirem certezas, estes mapas desenham as nossas dúvidas, os nossos combates e os nossos sonhos.
As 4 partes de Mappamundi propõem um olhar diferente, sucessivamente semiológico, sensitivo, político e onírico.
No fim do percurso, uma sala documental sublinha a omnipresença da cartografia nas nossas vidas quotidianas: no 1.º mezanino pode ser visto um conjunto de vídeos e no 2.º uma instalação de Miguel Palma.

Jardins de Belém


Os jardins de Belém foram construidos por altura da Grande Exposição do Mundo Português em 1940, sob o governo de Salazar.
Destacam-se pelos seus amplos relvados à beira do Tejo, bem como alguns monumentos como o construído em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em forma de hidroavião.

Centro Cultural de Belém

A construção do Centro Cultural de Belém foi decidida no início de 1988, durante o período do "cavaquismo", com o objetivo de construir de raiz um equipamento que pudesse acolher, em 1992, a presidência portuguesa da União Europeia, permanecendo posteriormente como um pólo dinamizador de atividades culturais e de lazer.
O CCB ocupa hoje uma área de 97 mil m2, distribuída por seis hectares separados por duas ruas internas e unidos pelo caminho José Saramago que cria uma continuidade com a Praça do Império, negando a tradicional separação entre o interior e o exterior.
É uma pequena cidade, com jardins, lagos, pontes, rampas, ruas, praças, cantos, onde se destaca a Praça do Museu.

MORADA
Fundação Centro Cultural de Belém
Praça do Império
1449-003 Lisboa
Portugal

Para saber mais, consulte: http://www.ccb.pt/sites/ccb/pt-PT/Pages/default.aspx